Archive for Coisas que me fazem rir

Rosa Choque

 

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É sempre com um sorriso nos lábios que leio as pérolas que vêm nas revistas do coração, fiéis companheiras em momentos de ansiedade como  as infindáveis horas nas salas de espera portuguesas. Senão que mais me poderia divertir e colmatar a delonga de uma consulta de estomatologia? Barbaridades como “ser mãe fez de mim melhor mulher” ou ah e tal “a maternidade transformou-me num ser menos egocêntrico” e quejandos, são frases que só me podem fazer rir e pensar que raio de gente era esta, antes de abrir as pernas para parir. Pois se só com um filho nos braços conseguiram tornar-se melhores pessoas e ver tudo de maneira diferente.

É isso e as manequins. Têm sempre corpos esculturais, rostos de uma beleza fulcral, rabos de fazer inveja às pedras da calçada, mas comem sempre de tudo e, dizem algumas, raramente fazem exercício físico. Hã? De tudo? A sério? E muitas são tão viciadas em chocolate quanto eu. Fantástico. A grande diferença é que eu tenho de lidar com a minha celulite, uma barriga proeminente, uns braços rechonchudos. E elas, elas são seres etéreos, estão noutro patamar, muito mais à frente, pois comem cozido à portuguesa, feijoadas, pratos de açorda e outra gastronomia very light como se não houvesse amanhã, sem que isso se note na balança. Simplesmente não lhes fica toda a vida nas ancas, mesmo sem idas ao ginásio. Há gajas com sorte.

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Humor de eleição

Há dias em que sinto uma necessidade premente de rir. Dar gargalhadas, pura e simplesmente. Sobretudo porque me calhou em sorte ter de conviver diariamente com a holandesa com menos sentido de humor do Mundo. Assim, marcha tudo o que encontro d’ Os Contemporâneos, do Vai Tudo Abaixo, d’ O Gato ou até mesmo do CQC. Consumido em doses exageradas uma vez por dia, faz-me maravilhas à pele, é quase como conseguir dormir nove profundas horas consecutivas. E agora parece que anda para aí uma novidade na cena do humor nacional: é um tal de Bruno Aleixo e, tanto quanto sei, passa na Sic Radical, também obviamente já disponível, em fatias, no sítio do costume. Obrigada, Sr. Iu Tubas!
Bom fim-de-semana e… riam muito.

(no vídeo: um dos meus sketches favoritos dos últimos tempos, com o genial Nuno Lopes)

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Nick & Simon

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008, pelas 11h da manhã, nas partidas de Schipol.

 

Undutchable Girl (UG) depara-se com uma entrevista em pleno check-in e pensa: bem, isto é melhor registar o momento que, sabe-se lá, quanto pode valer, no futuro, uma foto deste tipo que deve ser um jogador da bola famoso. E a vida está difícil. Nós sabemos que está. E o Euromilhões não há meio de sair. Sabemos que não. Ainda para mais quando não se joga. Então toca, meio a medo, a disfarçar que o alvo não era aquele, de carregar no botãozinho muito discretamente. Tão discretamente que a foto ficou desfocada. E pronto, a UG nunca mais se lembrou disto. Há poucos dias, com a imensa curiosidade que lhe é característica,  UG tenta saber quem eram os autores da música mais Kitsch que já passou pelos seus ouvidos, desde que mora na terra das tulipas. Um hit que roda e roda nas rádios sem parar. E nas lojas. E que muitos holandeses, independentemente da faixa etária, sabem a letra de cor. E que tem um vídeo igualmente pimba. E eis que, senão quando, conduzem-na até esse admirável espólio que se chama You Tube e quase lhe cai o queixo de espanto quando vê o entrevistado de Schipol. Ele há com cada coincidência.

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Burro velho não aprende línguas

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No próximo domingo faz precisamente dois meses que me iniciei na grande aventura que é tentar aprender um idioma novo sem ter 14 anos e andar no liceu. Quando essa língua é holandês, a coisa atinge contornos rocambolescos que é melhor nem partilhar aqui, porque para vergonha já basta a que passo nas aulas a tentar que me saia qualquer coisa de jeito. Óbvio que tudo podia ser mais difícil ainda… se estivesse a tentar aprender japonês, por exemplo. Ou mandarim. Ou árabe que também deve ser uma língua gira de se assimilar. Mas não. É holandês. Aquela língua que só serve para utilizar aqui e também um bocadinho, pouco, quando for passar uns dias giros ao quentinho das antilhas holandesas. E à África do Sul, claro, que diz que para além do inglês se fala Afrikaans, que pelos vistos é uma variante qualquer do holandês. E à Bélgica. Falam flamengo, mas pode ser que me entendam. E pronto. Assim vai o meu ânimo para empinar esta camada de sons, de dobragens, malabarismos e trapezismos da minha linguita que estava tão feliz e sossegadita com o tuguês, o espanhol e o inglês. E com algumas palavritas de alemão que retive dos tempos de secundária e de outras tantas das aulas de italiano que frequentei na UNL. Ah! E de latim! Essa língua morta que não serve para nada, senão para me ter enchido de náuseas durante cinco ou seis anos, já nem sei bem quanto tempo durou o sofrimento. Sim, é já antiga esta minha propensão para o masoquismo.  E é agora que outro provérbio para juntar ao do título se assoma na minha mente: o saber não ocupa lugar. Pois não. É verdade. Não ocupa. Mas ocupa-me tempo, tira-me paciência e acrescenta-me desespero. Só coisas boas, portanto. De modo a assinalar os sessenta dias de tortura decidi registar, para memória futura, os vocábulos que sei balbuciar, com enorme (e triste) consciência que, no que diz respeito a esta matéria, ainda tenho um longo, mas mesmo muito longo, caminho a percorrer.

Ora bem, então aqui fica o registo:

Abecedário;

Números até 100;

Dias da semana;

Meses;

Ja, Nee;

Bedankt, Dankuwel;

Goedemorgen, Goedemiddag, Goedeavond, Doei, Dag;

Tot zo, Tot straks, Tot morgen, Tot ziens;

Alstublieft;

Ik moet gaan;

Ik wil…;

Noch niet;

Kijk;

Natuurlijk;

Ik ben undutchablegirl;

Ik heb…;

Enkele;

Alllebei;

Alles goed?;

Zoeken;

Kaas;

Klaar;

Lekker;

Huis;

Vandaag;

Herfst;

Kerstmis;

Broodje;

Melk;

Boek;

Echt;

Dat Klopt!;

Toetje;

Bestel;

Eir;

Sinterklaas, Zwart Piet;

Let op;

Goed zo;

Goed gedaan.

 

And… that’s it! E se entretanto me lembrar de mais, cá estarei para actualizar a lista. Mas, por enquanto, ficam estas aqui mencionadas, de modo a que não me esqueça que já passaram dois meses de aprendizagem semanal, com muitos nervos, mas também com muita persistência e algumas gargalhadas à mistura.

E não. Ainda não aprendi uma única asneira. Suponho que por não terem (eu pelo menos desconheço-as) e adoptarem as que há em inglês sempre que ficam ‘passados’ com alguma coisa. A mim dava-me jeito, só para aliviar os momentos de grande tensão que passo, sempre que me dedico a alguns exercícios gramaticais.

Bom fim-de-semana! 😉 Que o meu vai ser friooooo… brrrrrrrrrrrrrrrr…

Nota mental:  a partir de agora uns certos queridos e fofos futuros alunos de ‘Português para Estrangeiros’ estão PROIBIDÍSSIMOS de se queixar que o meu idioma é muito difícil de aprender.

(nas fotos: Amesterdão by Winter)

 

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Sexo ao Vivo

Não precisei de me deslocar ao Red Light District e pagar para assistir a uma cena de sexo ao vivo. Esta aconteceu ontem, aqui bem perto de casa, enquanto eu me passeva alegremente na minha bicicleta. E viva a procriação! 🙂

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