Perguntar não ofende

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E depois há aquelas pessoas que ligam da Holanda, estão duas horas comigo na conversa e quando pergunto, por mera curiosidade, quantos graus estão, me insultam com todos os nomes feios, possíveis e imagináveis. Uma vergonha.

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O fenómeno Deolinda

Desde 1998, quando os sons dos Silence Four faziam vibrar o mais indiferente dos apreciadores de música, que não assistia a semelhante fenómeno. Fiquei estupefacta com a movimentação que os Deolinda causam à sua passagem. Na plateia, um mar de gente a cantar todas as letras de cor, sem margem para erros. Dos 8 aos 80.

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Let’s party!

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Só para vos dizer que as festas dessa bela vila, que se chama Palmela, estão ao rubro. Ontem quem abriu as hostes foi Rita Redshoes. Nunca a tinha visto ao vivo, uma agradável surpresa. Hoje à noite? Deolinda.

O melhor de tudo? Não se paga. Ah! E o moscatel! Num copinho de chocolate. Delicioso.

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Efeméride

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Há precisamente dez anos partilhava a mesma piscina com este senhor e a sua família. Foi dos Verões que mais suspiros dei por minuto. Estou apaixonada por ele desde 1987.

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A besta quadrada

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Na semana passada, entrei na sala de um senhor, funcionário activo do Estado, que perante o pavor (ou a estupidez e o provincianismo) instalado e encerrado no seu gabinete, me deixou literalmente de mão estendida e olhar incrédulo, durante vários segundos, com a seguinte frase: “Por razões óbvias, não a vou cumprimentar!”.

A ignorância é uma doença muito mais grave que a gripe A.

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Abomino #2

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Sabem aquelas pessoas que comem torradas um mês inteiro para pagar a Allroad num crédito de dez anos, vivem numa casa arrendada que muito lhes custa a cumprir, quando cumprem, usam e abusam de expressões irritantes que  supostamente representam determinada faixa social  como ‘Tem bom ar’ e outras que tais, que nem menciono para não ferir susceptibilidades, tratam o filho exclusivamente por Francisco porque a doença de que sofrem (regularmente designada por pseudo novo-riquismo) lhes diz que diminutivos como Xico é mais para o povão, não podem voltar a celebrar contrato com os fornecedores de gás, água e electricidade enquanto não saldarem dívidas astronómicas que têm com estes serviços há vários meses, e que perante uma falsa conduta de vida exemplar se publicitam com o que de mais irónico encontram para se auto-elogiar: “Esta é a minha maneira de estar na vida!”?

Sabem?

Eu sei. Infelizmente. 

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Toque de telemóvel

Não se admirem se eu levar muito tempo a atender, ok?

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Jackpot no Euromilhões

 

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Acabei de prometer um presentinho destes ao mano caso logo à noite a sorte resolva fazer-me o enorme favor de me bafejar.

E o que eu gostava de ser excêntrica.

(Já estou como a outra senhora: “Eu, em relação aos ricos, só tenho um sentimento, tenho pena de não o ser.”)

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Esta maneira muito portuguesa de ser

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Aproveitando um comentário do meu caríssimo Miguel, uma pequena resposta sob a forma de post. Não vou referir o óbvio: que sou dotada de uma maneira de ser marcada por evidentes características lusas, muitas delas negativas. Ainda assim, não nego a minha origem, antes exibo-a com orgulho.

Sou britânica na pontualidade e holandesa na organização (por exemplo, a compra dos presentes do próximo Natal está concluída desde o mês passado, o que acontece desde que gozo do meu próprio poder de compra). Nunca me irão ver contribuir para o entupimento das urgências de um hospital a menos que seja (que o diabo seja cego, surdo e paralítico) acometida por um qualquer mal que me provoque dores para além de insuportáveis, daquelas de bradar aos céus; assim como não me encontrarão, enquanto emigras, no meu próprio país, a falar outra língua, que não seja a minha, com os meus conterrâneos. Por outro lado, facilmente me podem ver a ir atrás e à frente as vezes necessárias para estacionar, com precisão milimétrica, o carro dentro das duas linhas que se devem usar para o efeito.

Não sou um poço de virtudes, sou uma mulher imperfeita, com defeitos que nunca mais acabam, empenhada, não em mudar o Mundo, que não sou nenhuma lírica, mas tão somente em empreender a hercúlea e infindável tarefa diária de limar as robustas arestas da minha personalidade, busca esta que, acredito, representa um passo significativo para me tornar num ser humano melhor. E mais havia para escrever, mas a indolência, a disponibilidade e a canícula (à qual só agora dou verdadeiro valor) estão a empurrar-me para o contemplar do horizonte, de livrinho em riste e papinho para o ar.

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Quem é a alegria da tia?

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“Tia, olha, queres ver?, vou dar uma bacalhota*! 

 

 

*cambalhota

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